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Introdução

Como os livros anteriores ditados a Catalina, este nos chega junto com uma suave brisa que transmite uma doce Mensagem de amor puro, vivo e fecundo. Desde o primeiro tema, a proposta é clara e concreta: “Não te afastes jamais da Porta do Meu Coração” (PC1). E a revelação é eloqüente: “A Porta do Céu é o Coração de Jesus”. Daí a insistência das mensagens recebidas no mundo, convidando a consagrar-nos aos Sagrados Corações de Jesus e de Maria que em sua expressão mais sublime formam um só Coração.

Esta Escola espiritual nos instrui que para passar pela Porta e entrar no Reino dos Céus é necessário viver em Graça, pois é assim que Deus opera em cada homem e o ajuda a plasmar sua identidade. Enfatiza o significativo recurso do Espírito Santo como fonte de inspiração e sabedoria santa.

Precisamente, para iluminar nosso caminho, observa de maneira crítica a conduta do homem moderno: sente-Se triste pela indiferença do mundo com relação a seu Deus e com expressão amarga, afirma: “As almas que salvei com Meu Sangue se afastaram de Mim...” Ele é o Bom Pastor, Ele vai atrás de suas ovelhas, porém muitas não querem escutá-Lo...

Não obstante, Sua paciência é infinita e desde o mais profundo de Seu Espírito volta a apresentar-se a este homem ingrato, enunciando aquele nome que brota do abismo de Seu Coração: “Meu Nome é Amor”. E com ele nos abraça, rodeando-nos com bondades do Céu, Pátria de todas as almas que amam o Senhor. Ele nos quer todos juntos, por isso nos recorda o diálogo com o Santo por meio da oração, a importância das boas obras para Deus e os homens, explica-nos o sentido do sofrimento e, em última instância, recorda-nos o dever indubitável de todo filho de Deus: “ocuparmo-nos de Sua Glória” .

É um convite a seguir Seus passos, a ser seus instrumentos de amor e misericórdia, embora perceba - com tristeza e amargura - que nossa entrega é feita pela metade. Por isso critica a tibieza de nossos corações e atitudes.

Não desiste, continua aconselhando o homem. Quer a “unidade” nos grupos de oração, nas comunidades, no mundo inteiro, todos nascemos do mesmo Pai, Criador nosso, mas esquecemos seus amorosos ensinamentos. Muitos “defeitos” separam os homens: não trabalhamos para o próximo, descuidamos da humildade, a pureza é para muitos um conceito inconcebível e arcaico, quando para Deus é uma das virtudes mais preciosas. Recorda-nos sempre como a ira e a irritação desfiguram o rosto mais belo. Finalmente,
diz: “É no silêncio que Me encontrais...Não Me agrada o grande ruído e o profano do mundo.”

Fala-nos do Céu, do Purgatório e do Inferno, realidades que o racionalismo e a soberba do homem querem ignorar ou entender a seu modo, mas insiste em seu papel fundamental.

Ao dirigir-Se a nós, Jesus jamais esquece de Sua Mãe: convida-nos a nos aproximarmos dEla, que é a Rainha dos Céus, a Sem Mancha, a Mãe Amorosa, a Auxiliadora. É a hora de Maria!

Ela faz um só coração com o de Seu Filho... e para quem não quiser reconhecê-la, há uma sentença: “Quem acusa a Minha Mãe, acusa a Mim!”

Este ardente e sábio diálogo busca uma resposta no homem; uma que comprometa sua livre vontade e a entregue ao Divino Querer; uma resposta que brote do mais íntimo de seu coração dizendo um “sim” autêntico, leal, coerente e generoso.

Neste jardim de delícias onde cada Mensagem se converte em um fruto fresco e suculento, há mais ainda: a pedido de Jesus, os “Grupos de Oração” de Cochabamba e La Paz, deveriam unir seus esforços para canalizar trabalhos em conjunto. Para facilitar tal encontro e deliberação, programou-se um “Retiro espiritual” na cidade do planalto. Os responsáveis pelos grupos fizeram uma seleção dos temas a tratar, porém grande e grata foi a surpresa quando Jesus anuncia a Catalina que Ele ditaria os temas e o conteúdo do Retiro...

As Mensagens PC 38 correspondem a essa experiência. Ninguém esperaria semelhante Graça. Os argumentos são atuais, tocam as dúvidas e verdades do homem de hoje, e em seu momento, para nós constituíram os vetores que marcaram a nova identidade que íamos adquirindo, incentivando o desejo de converter-nos em leigos mais comprometidos com Sua Palavra. Era o mínimo que se podia oferecer a Cristo “vivo” que ontem, assim como hoje e amanhã, está sempre presente amorosamente em todo ato humano. Não deixávamos de pensar na Beata Faustina Kowalska, a quem Jesus, nos anos 30, também dirigiu durante um retiro espiritual.

Estes são os Mananciais de Amor e Misericórdia que brotam do mais profundo do sentir divino. Como não beber deste manancial que nos oferece água fresca, viva... ainda mais se a fonte está tão perto? Por que discutir ou duvidar tanto deste Bem, quando os frutos são extensos, duradouros, bons e deliciosos? Recordemos: “Minhas ovelhas Me conhecem e Eu conheço as minhas ovelhas”.

Agradeçamos ao Bom Deus que difunde Sua Palavra mesmo que o homem se faça surdo. Uns poucos escutarão; sucessivamente serão mais; então, a semente morrerá, mas o fruto viverá.

Agradeçamos à generosa irmã, Catalina, que com espírito de oblação pôs sua vida ao serviço desta extraordinária causa. Nosso Senhor já a abençoou com sua Palavra diária, fraterna e íntima.

Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida. Que doce caminho, que passa através dos corações, de Jesus e de Maria e nos conduz à Porta do Céu!...

Entremos então!

Apostolado da Nova Aliança
Grupo Internacional para a Paz
Centro Maria Rainha da Paz



Cochabamba, 27 de novembro de 1997
Festa de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa.