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Capítulo III – Os olhos da alma

Um dia durante a oração Jesus me pediu que O olhasse
com os olhos da alma. “Os olhos do corpo se limitam a ver,
somente os olhos da alma são capazes de contemplar.

2) Por Meu Infinito Amor, Eu Me ofereci como Sacrifício
perfeito para purificar-vos a todos do pecado.

3) Há tantos homens e mulheres que são como Pilatos:
tendo a Verdade diante de si, somente lhes ocorre dizer 'E o
que é a verdade?' Assim como ele, negam-se a vê-la, porque
têm medo, porque a verdade exige, porque a verdade obriga,
porque a verdade compromete...

4) Quero permanecer em vós, doar-vos esse amor que,
como ondas, vai banhando vosso coração para que, por amor
a Mim, ameis os vossos irmãos; esse amor que vos leva a viver
um sentimento recíproco com os outros e que, por se
uma expressão visível e concreta de vosso testemunho evangelizador,
valida as palavras que mais tarde oferecereis para
levar a Boa Nova a todos os homens.”

5) Hoje meditei nesta mensagem e, refletindo, pensei o
quão fácil é para tantos cristãos dizer “Eu creio” e ainda acrescentam
“mas não quero ficar fanático”. Claro... também
os demônios creem e por isso escapam!... Qual é a diferença
entre estes dois grupos? Nenhuma!... É mentira, não creem,
porque a Verdade compromete, quem crê não pode ficar estático
em sua vida comum de sempre, rodeado de coisas comuns,
deixando uma esmola para lavar sua consciência e confessando
sua comodidade de vez em quando.

6) Crer é ter a certeza de que teu pecado ofende a Deus, é
crer em cada uma de Suas Palavras. Crer é humilhar-se diante
de Sua Divina Majestade, com o coração limpo por meio do
Sacramento da Reconciliação, o ato de Misericórdia inconcebível
para o mundo comum, por meio do qual Jesus quer te
devolver a dignidade de que te sintas novamente Seu amigo,
irmão, filho e herdeiro.

7) Crer é desejar o momento de te unires ao Coração amante
de Jesus quando recebes Seu Corpo e Seu Sangue,
quando alimentas tua alma com o Cordeiro de Deus, e ter desejos
de ser melhor cada vez que se dá esta ditosa união.

8) Crer é esforçar-te por caminhar, aos tropeções, de joelhos
ou te arrastando pelo difícil e estreito caminho da santidade,
e quando escorregas e sais da rota, voltar a te humilhar
diante dEle e pedir Sua ajuda e Sua graça para corrigir o caminho.

9) Amar é acender uma fogueira no coração, mas que
permaneça acesa, embora se tenha que queimar muitas coisas
para conseguir isso, a começar pelo nosso egoísmo. Não pode
dizer que ama a Deus quem não está completamente disposto
a fazer Sua Vontade, com tudo o que isso lhe custe.

10) Como podemos dizer que somos cristãos, se ainda
continuamos lutando com nosso irmão, dividindo-nos, rivalizando
entre diferentes grupos ou apostolados, ou os leigos
com os consagrados, ou até mesmo entre os próprios consagrados?...

11) Assim agimos como se não fôssemos uma só Igreja e
como se não tivéssemos sido todos redimidos com o Sangue
de um só Coração...

12) Não se tratam de cinco “Jesuses” que derramaram
Seu Sangue. É o mesmo Jesus e o mesmo Sangue: uma gota
igual à outra, que foram vertidas para nos salvar e, no entanto,
estamos nos mordendo dentro da Igreja. Por quê? Porque
não encontramos esse Jesus, não tivemos esse verdadeiro
“encontro” com Ele.