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Capítulo V – O Reino de Deus está próximo

Uma tarde o Senhor me concedeu a seguinte visão que
me impressionou muito e foi de um belo ensinamento. Eu O
vi em um lugar da Galileia, em uma aldeia chamada Cafarnaum,
e Ele entrou em uma dessas casas ou sinagogas onde
se rezava.

2) Eu via um homem sujo, com a roupa muito encardida,
que se agitava e gritava, possuído por um espírito imundo; era
a presença evidente do inimigo de Deus e destruidor do homem.
Depois que passou a visão, tive a clara certeza de que
assim é o homem que está em pecado, caído, submetido às
forças do mal e incapaz de entrar em comunhão com Deus.

3) Enquanto eu olhava tudo aquilo, Jesus ia me falando,
explicando que havia muitos exorcismos nessa época e que
eram uns ritos longos, estranhos e complicados pela quantidade
de fórmulas e de gestos, que deixavam ver sua origem
mágica.

4) Apesar de que o possuído falou para Jesus de maneira
ofensiva e jocosa, pude perceber que o mau espírito estava
com medo, porque sabia que havia chegado Aquele que ia
destruí-lo.

5) Então Jesus me explicou: “O povo e a religião nesse
momento, cria que se uma pessoa sabia o nome de outra,
sem conhecê-la, era porque havia algo de magia, e se assustavam
diante desse acontecimento. Por isso se assustaram as
pessoas que estavam ali, quando aquele endemoniado disse
saber quem Eu era: “O santo de Deus”.

6) Não neguei aquela afirmação, porque sabia quem verdadeiramente
era aquele que falava através desse homem,
mas com autoridade mandei o espírito do mal se calar e sair
desse homem, sem admitir nenhuma influência”.

7) Quando Jesus esteve diante desse possesso, não pronunciou
palavras estranhas e incompreensíveis, nem oficiou
algum rito misterioso. Simplesmente apontou com o indicador
e ordenou ao mau espírito que se calasse e se fosse: “Cala-
te e sai deste homem!” , disse em voz alta, e o espírito se
viu obrigado a obedecer. Aquele pobre homem, livre do espírito
malvado, recobrou seu juízo, olhando surpreso e agradecido
ao seu salvador.

8) E aqui vemos como é que o milagre não vai contra as
forças da criação, mas faz brilhar de maneira maravilhosa o
Senhorio de Deus sobre a natureza e a história, para nos levar
à convicção de uma plenitude na união com Deus, daquela
felicidade pela qual a criação inteira geme e sofre dores de
parto.

9) Penso em tantos homens e mulheres que querem ser
curados, que querem ser libertos de seu mal, mas não fazem
nenhum esforço para tirar de si mesmos o que geralmente é a
causa de todos os seus males: o pecado. O primeiro passo
para serem curados é reconhecer nossa condição e incapacidade.

10) Lamentavelmente, quando as pessoas se sentem mal,
recorrem a “outro tipo de remédios” que incluem desde adivinhos
até charlatães, para superar sua etapa de crise, devido
ao grande vazio que há em suas vidas.

11) Seria muito mais fácil e produtivo que recorressem à
Fonte de todo Bem, mas nenhuma pessoa pode desfrutar da
proteção Divina se primeiro não reconhece a Jesus como seu
Senhor.

12) Os milagres de Jesus são parte de Sua pregação. Aqueles
milagres foram o cumprimento de Sua Palavra... E
pensar que há pessoas que ainda dizem que não existem milagres!...
É que onde a pregação de Jesus, sua Pessoa, não
O Rosto Visível do Deus Invisível – pág. 45
são acolhidas com algum grau de fé, Jesus não opera milagres.
Assim aconteceu para um grupo de homens fechados já
de antemão, como Seus conterrâneos de Nazaré, os fariseus e
tantos outros, porque onde não há fé nunca será percebido o
milagre.

13) O homem de hoje não se dá conta, ou dificilmente
quer aceitar que a primeira condição de que precisa para iniciar
um processo de cura ou libertação de algum tipo de mal
(moral, espiritual ou até físico), é abrir-se humildemente para
receber a paz que Jesus quer trazer à sua alma. Essa paz só se
obtém quando se está consciente de que deve aceitar a Vontade
de Deus, Sua lei, Seus mandamentos.

14) Jesus me disse então: “Prisioneiro não é somente o
homem que está em um cárcere, mas todos aqueles homens
e mulheres que estão repletos de egoísmo, de paixões desordenadas,
que estão presos dos vícios...

15) Prisioneiros são aquelas pessoas que estão presas às
coisas da moda, às propagandas alienantes, que as levam a
querer possuir com uma ânsia exagerada aquele objeto ou
situação que se converteu em seu ideal.

16) De alguma maneira, todos os homens e mulheres são
prisioneiros, e é por isso que Eu vim, para libertá-los e fazer
com que Me reconheçam. Mas, para Me encontrarem, é preciso
buscar-Me e Me reconhecer...

17) Eu quero que sejais livres, mas só sereis livres quando
souberdes acolher e valorizar as vozes proféticas que muitas
vezes incomodam e que vos convidam a continuar buscando
o Reino de Deus, anunciando a Boa Nova.

18) Pretender não enxergar isso, talvez seja a causa de
tanta ação ambígua na missão da Igreja e em cada um dos
homens. A missão é uma só: seguir-Me”.

19) A libertação, a cura, vêm do reconhecimento de Jesus
como Deus, é um reconhecimento que se deve assimilar na
mente e se transmitir do coração, com as ações e com a boca.
Este reconhecimento nos conduz ao arrependimento de
todos os nossos pecados e ofensas a esse Ser Supremo que
nos deu a vida, que nos salvou e que vive entre nós.

20) Jesus disse que, com frequência, não sabemos o que
fazemos, os que nos alimentamos com o Corpo e Sangue do
Senhor, assim como não sabem o que perdem aqueles que
rejeitam esse alimento. Ele disse assim: “Fui Deus na carne,
não fui metade Deus e metade Homem. Nunca perdi Minha
Divindade, portanto fui plenamente Deus e continuei existindo
como Deus ao Me encarnar. Deste modo, acrescentava
natureza de Homem à Minha Eterna natureza Divina, e era
plenamente Homem. Esta é a união Hipostática.

21) Agora vejamos o que acontece quando recebeis Meu
Corpo e Sangue como alimento. Quando Minha Natureza
Divina se une plenamente à natureza humana do homem,
não figurativamente, mas real e plenamente, o homem se faz
um com Deus por esse alimento Divino. Eu Me transformo
em vós e vós vos alimentais com Corpo e Sangue que foi
humano mas também Divino, e portanto passam a ser parte
dessa união única com a Trindade.”

22) Quando Jesus falou do Reino de Deus e fez comparações
com o tesouro escondido, com a pérola preciosa, disse:
“Quando aquele homem Me perguntou se devia deixar sua
profissão, seu trabalho e sua posição social para conseguir o
Reino de Deus, respondi que na verdade deveria aprender a
usá-los, porque aquele que se apega aos bens materiais que
possui, e está disposto a sacrificar tudo para conservá-los,
descobrirá no final que tudo o que acumulou na terra não tem
valor nenhum no Reino dos Céus”.

23) Sabemos que se o milagre é a Palavra cumprida, onde
não há fé não é percebido o sentido profundo do milagre.
Por isso disse Jesus: “Felizes os que creram sem ter visto” (Jo
20,29).

24) Esses são, efetivamente, os que vivem o milagre. O
Reino de Deus não se cobre com embalagens exageradas,
nem de manifestações espetaculares, ou cheias de ciência. O
Reino de Deus vem como Jesus, sob a figura do Servo, sem
se deixar sentir, sem triunfalismos, sem aparências, mas é capaz
de transmitir ao espírito bem disposto a convicção de que
vem de Deus. Por isso devemos estar atentos, já que muitas
vezes, através de uma circunstância, de uma pessoa, de uma
leitura, de uma canção, etc,. é o Senhor mesmo que Se nos
manifesta.

25) Quantas pessoas que falam de redenção... de libertação!...
Como passam o tempo em discursos e discussões sobre
determinada doutrina!... E isso é tudo!... Não conseguiram
curar olhos cegos, nem libertar da escravidão seus irmãos,
que se sentem presos das trevas do pecado...

26) A humanidade está vivendo em um mundo que quer
prescindir de Deus, um mundo torpe e hostil, indiferente, individualista
e cruel, no qual deveria voltar a fresca alegria de
escutar a palavra de Deus, como antídoto ao veneno que deixam
as múltiplas palavras ocas que hoje com sua banalidade
vão afogando a liberdade do ser humano: telenovelas, revistas
de fofocas, canções absurdas, conversas estéreis, etc.

27) O Senhor nos diz: “Eu falava aos Meus Disípulos abertamente,
enquanto aos outros falava em parábolas, porque
eles Me seguiam, porque para eles Eu era tudo de que necessitavam
e isto fazia com que lhes entregasse a plenitude da
Verdade, a Luz, o mesmo que faço hoje para vós que Me abris
o coração para receber-Me em plenitude.”

28) Se analisamos somente as parábolas do Reino de
Deus veremos que elas nos vêm a ensinar que, o que realmente
importa não é o aspecto exterior que deslumbra aos
homens sem nutri-los espiritualmente, mas a Graça de Deus,
que está oculta nas tarefas quotidianas, na vida comum dos
seres humanos, mas condicionada ao fato de que nos aproximemos
para buscar essa Graça, que busquemos nas Sagradas
Escrituras o Rosto de Deus.

29) Uma vez que decidimos chegar até Jesus, devemos
acalmar essa sede que nosso espírito sente. Quer dizer que,
quando O tenhamos reconhecido, devemos ainda dar cada
um dos passos que nos faltam.

30) Todo o nosso reconhecimento nos indica que sim,
cremos que Jesus é o Filho de Deus, estamos conscientes disso;
mas sem a ajuda da Graça, sem o poder do Espírito Santo,
não poderemos descobrir verdadeiramente Quem é Jesus.

31) Quando sentimos que encontramos essa “pérola preciosa”,
devemos nos ajoelhar diante de Deus, como aquele
centurião que disse diante da Crucifixão: “Verdadeiramente,
este Homem era o Filho de Deus” (Mc 15,39(; como Tomé,
Seu Apóstolo que ao ver Jesus Ressuscitado e olhar e tocar
Suas chagas, caiu de joelhos e lhe disse: “Meu Senhor e meu
Deus...” (Jo 20-28).

32) Esse é o momento de dizermos: “Este é o Senhor de
minha vida, Jesus é meu Salvador, o Filho vivo de Deus vivo”,
e pedir-Lhe perdão por não tê-Lo buscado no passado, ou
por tê-Lo tratado com tibieza... ou por ter-Lhe dado as costas
tantas vezes, mesmo tendo-O encontrado... E uma vez chegado
o profundo arrependimento, devemos nos abrir a toda a
chuva de Graças que desejam baixar do Céu para cobrir-nos.

33) Deste modo veremos que o arrependimento abre a
porta para um novo lugar no qual jamais havíamos estado:
um belo jardim, acolhedor, cheio de aves, de flores e fragrâncias
desconhecidas. Nesse jardim nos espera o Amor... É como
uma antecipação do Céu que nos espera na eternidade,
onde não existirão os males nem os maus.

34) Aí, nesse belo lugar, está Jesus para que te apoies nEle,
para conduzir-te pelo braço por cada lugar e ensinar-te as
coisas que jamais pensaste que existiam.

35) Ali está Ele contemplando-te, cheio de ternura, servindo-
te a comida se tens fome, oferecendo-te água fresca e
pura se tens sede. Fazendo pausas, convidando-te a descansa
de fez em quando para que não te fatigues.

36) Ali está Ele, cobrindo-te com Seu manto, para que o
sol não te queime muito nem a chuva te molhe demais. Dando-
te Suas mãos pelas quais passam dois halos de luz radiante,
para que te sustenhas quando teus pés escorregarem, e o
Poder dessas chagas, que foram aceitas por Amor a ti, faz
com que novamente te levantes confiante e com renovadas
forças.

37) É então que descobres que o “jugo” que Ele te pede
que carregues, não significa grande coisa, que é leve e suave,
como Ele mesmo promete.

38) É o momento de ler as Sagradas Escrituras, de lermos
o Evangelho em comunhão com os cristãos dos primeiros séculos,
para quem lê-lo não era um simples desejo de saber ou
de cumprir, ou de passar o tempo... mas um verdadeiro contato
com Jesus.

39) E se somos capazes de ter esse encontro com Ele, não
podemos deixar de levá-lo aos nossos irmãos, especialmente
aos que mais o necessitam

40) A justiça da qual falam os profetas é uma justiça social.
O Reino de Deus que prega Jesus é um Reino de santidade e
de amor, mas também é um Reino de liberdade e de justiça.
Por isso Jesus nos repete que veio para libertar o Homem de
todas as suas prisões, de todas as suas opressões, aponta diretamente
ao coração do ser humano para fazer-te compreender
que é dali que saem as impurezas.

41) Embora seja certo que não é possível seguir pelo caminho
de Deus se não nos entregamos em Suas mãos e não
recebemos Seu sopro vivificante, devemos estar conscientes
de que nunca poderemos nos libertar e seguir por esse caminho
sem oração e generosidade.

42) A esse respeito, Ele nos diz: “Vossa entrega aos outros,
vossa generosidade, abre Minhas mãos que providentemente
vos preenchem com abundância, para que possais assim
dar ainda mais, dar muitíssimo mais e volteis a receber,
para sempre sair ao encontro das imensas necessidades de
vossos irmãos. Isso vos fará sentir livres, assim justificareis
vossa passagem pela terra”.

43) Sentir-se livre quer dizer chegar a desfrutar o sabor e
gosto profundo da verdadeira pureza de intenção. É verdade
que para sentir a libertação interior é necessária a justiça, mas
o imprescindível é a graça, o amor e o perdão, que são as únicas
coisas que aquietam o coração do homem... Mas não
podemos ter tudo isso se não temos o verdadeiro “encontro
com Jesus”.

44) Os primeiros cristãos se sentiam verdadeiros escravos
de Cristo, e trabalhavam “para Ele” coo nesse tempo faziam
os escravos: estavam as 24 horas do dia a Seu serviço porque
Ele era “seu Senhor”...

45) Hoje parece que o nome de “Senhor” se converteu
simplesmente em um título de honra, parece que se diluiu o
sentido de respeito e de obrigação que gerava o fato de reconhecê-
Lo como “o Senhor”...
O Rosto Visível do Deus Invisível – pág. 51

46) Jesus já disse uma vez que nem todo que lhe diz “Senhor,
Senhor”... entrará no Reino de Seu Pai, mas aquele
que fizer a Vontade do Pai.

47) Quantos de nós fazemos verdadeiramente a Vontade
do Pai, em que pese pedir muitas vezes “Venha a nós o Vosso
Reino” e dizer “seja feita a Vossa Vontade”? Jamais poderá
ser realidade em nós o Reino de Deus se não aprendemos
a fazer Sua Vontade.

48) Há pessoas que dizem: “tenho trinta fotos”... ou
“...cem estampas com o rosto de Jesus”; ou “amo estar com
Jesus, ir passar horas diante de Jesus”; ou “mandei imprimir
cem camisetas com o rosto de Jesus”...

49) Tudo isso não nos serve de nada se não cumprirmos
Seus mandamentos, se não estamos fazendo o que Ele nos
manda; se não estamos amando nosso próximo como a nós
mesmos, como Ele nos ensinou.

50) Devemos aprender e treinar em praticar o mandamento
talvez mais difícil de cumprir: amar o próximo com todas as
suas consequências, perdoando-o, ajudando-o, animando-o,
ensinando-o.

51) Que fácil nos é com frequência seguir o exemplo daquele
sacerdote e do levita – da Parábola do Bom Samaritano
– que deixaram o homem ferido à beira do caminho, e que
passaram ao largo para não olhar para ele, porque os atrapalhava!...

52) Que difícil é, pelo contrário, reconhecer Deus no rosto
do necessitado, na cara marcada daquele que reclama nossa
ajuda... aquele preso que está esperando nossa visita em uma
penitenciária, que precisa de alguém que o ouça, de alguém
que lhe leve um livro que lhe fale de Deus!

53) Quantos de nós, por comodidade ou temores infundados dizemos: “Não, aí sim que não, eu não entro numa cadeia.
Envio ajuda, mas eu não vou lá”. Pois aí está Deus te
esperando, esperando por esse livro que pode ajudá-lo a salvar-
se, aguardando por esse “Algo” que o ajude a manter ou
aumentar sua fé.

54) O mesmo acontece nos hospitais, nos asilos, nos orfanatos,
e mesmo na rua... Quantas pessoas necessitadas de
Deus estão esperando por nós, enquanto talvez nem a vejamos!

55) Nós nos damos conta de quantas pessoas perdem sua
alma por nossa falta de compromisso, por nossa comodidade,
por não levarmos a elas “o Senhor de nossa vida”?...

56) E é uma mentira afirmar que Jesus é nosso Senhor se,
no melhor dos casos, nós nos conformamos em enviar um
envelope com dinheiro para que alimentem o faminto ou vistam
o necessitado... Decerto que isso é bom, mas é necessário
também ver o Rosto do Senhor, as tantas máscaras por
trás das quais Deus Se oculta para nos chamar a uma autêntica
conversão.

57) Tenho um retrato de Jesus que é precioso e que gosto
de mostrar a todos. Por trás dessa pintura há um verdadeiro
milagre. Todos ficam encantados com esse rosto e dizem:
“Que lindo!”

58) É o momento em que eu penso, e frequentemente digo:
O que dirias se O visses por trás de uns trapos sujos, ou
de um ancião com o rosto enrugado? O que dirias se o visses
naquele irmão que está na prisão, tachado pela sociedade,
acusado de ser homicida, ladrão, vigarista?... E Ele está lá,
por trás de todos esses rostos.

59) Ou estamos como os fariseus, que chamavam Jesus
de “mestre” porque consideravam que Jesus era um mestre e
nada mais?... Ou como Judas, que durante a última ceia
O Rosto Visível do Deus Invisível – pág. 53
chama Jesus de “mestre”, desafiando-O e entristecendo-O ao
lhe perguntar cinicamente se seria ele quem o trairia, para
mais tarde voltar a chamá-Lo de “mestre” no momento de
entregá-Lo aos soldados romanos, no Horto das Oliveiras,
com um beijo no rosto?

60) Não seria melhor dizer, como Pedro quando tentou
caminhar até Jesus sobre as águas, e viu que não podia chegar
até Ele: “salva-me, Senhor, que eu afundo”...? Para os
Apóstolos, Jesus era seu Senhor, porque acreditavam nEle e
faziam o que Ele lhes dizia.

61) Jesus disse: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”;
não disse “os caminhos, as verdades...” Para Jesus existe uma
só via, um só Caminho e é Ele mesmo.

62) Jesus descreve o maior dom que Ele mesmo quer nos
dar, desta forma: “Quero estar sempre presente no meio de
vós e esta é a plenitude de vossa existência, a abundância da
qual quero cumular-vos. Por isso, como uma antecipação deste
momento, meço a dimensão comunitária de vossa espiritualidade.
Quem vive a união, quem pratica o amor recíproco,
receberá Minha Presença entre eles”.


...


63) Jesus proclamava “uns tempos novos”, isto é, um presente
diferente do que O havia precedido. Veio nos dizer que
o homem é livre, mas para poder libertar os outros, deve antes
libertar-se interiormente; estar plenamente consciente de
que os ídolos, sejam da natureza que forem, atam, acorrentam
e destroem.

64) Veio curar-nos de todas essas idolatrias, para que uma
vez limpos e purificados, Ele possa conviver conosco como o
centro de nossa vida, como o Personagem mais importante
em nossa família, como parte imprescindível de nossa intimidade e nossos sentimentos.

65) Muitas vezes confundimos os termos, ou há máscaras
demais em uma palavra, em um rótulo que colocamos nas
pessoas... e é claro, há também mil interpretações. Em minha
opinião pessoal, temos uma ideia distorcida do que é um homem
convertido e o que é um homem ateu.

66) Eu creio que o não crente ou ateu não é somente aquele
que se coloca esse rótulo para impressionar seu entorno,
mas também aquele que jamais leva uma “Boa Nova” para
os pobres, aquele que não faz nem o menor esforço para
contribui para que o homem se liberte das sutis redes em que
se encontra preso; aquele que prefere não pensar nos sofrimentos
dos doentes; quem não faz nem o mais pequeno esforço
para romper o véu de cegueira que cobre os olhos de
seu irmão; ou não sente vontade de abraçar um ancião solitário,
uma criança desamparada...

67) Jesus veio nos salvar, abençoar, mas deve-se ter em
conta que Deus não pode abençoar enquanto existir o pecado
diante de Seus olhos.

68) Jesus, por Sua morte, abriu um caminho para que no
futuro o homem possa gozar das promessas cifradas nas Sagradas
Escrituras, mas Deus não pode empenhar Sua Palavra
com a pessoa que não faz o possível para cumprir Seus mandamentos...

Graças sejam dadas a Ti, Jesus,
Príncipe da Paz
9 de janeiro de 2005
Dia do Batismo do Senhor

 

Um reconhecimento especial para:
Meu esposo Hugo,
meus filhos, Tatiana e Francisco,
minha nora Cecy,
meus netos: Eddy, Gustavo, Isabella Fernanda,
Camila, Michelle e Laurita,
David e Martha Lago,
meus irmãos, Eduardo e Anita
E a todos vós irmãos: conselheiros, coordenadores,
responsáveis, assessores, membros e simpatizantes do
Apostolado da Nova Evangelização, com respeito, amor,
gratidão e esperança:
Catalina